Dinheiro Público X Ciclovias

Hora do Rush na Holanda

Hora do Rush na Holanda

Alguns dias atrás o prefeito da cidade de São Paulo afirmou que lançará um plano de mobilidade que inclui 400 km de ciclovias, esse número que parece imenso é na verdade ainda pequeno para uma cidade com uma malha viária de 18.000 km. A representatividade é muito pequena proporcionalmente falando, porém serão 400 km a mais e ao contrário que se possa parecer esse investimento é praticamente uma capitalização, pois existem alguns estudos que demonstram que ciclovia gera economia, para os novos ciclistas, para os que precisam realmente do carro, para o sistema de saúde, para as empresas, para a engenharia de tráfego, para os policiais que fiscalizam o trânsito e mais uma dezena de outros aspectos envolvidos nesse mote de melhorias.

Principalmente a cidade será uma das mais favorecidas, pois quanto menos carros trafegando, proporcionalmente será a manutenção da via. Comparando-se o desgaste de uma ciclovia com uma via de tráfego para veículos automotores (bem mais pesados)  percebemos que os custos de manutenção também são menores para o transporte cicloviário. Administrativamente também é repleto de benefícios os deslocamentos feitos por bicicletas, mais ciclistas menos fiscalização de trânsito, portanto mais policiais em tarefas mais importantes. Para o sistema de saúde é duplamente benéfico, primeiro que com as ciclovias diminuirá os acidentes com os circulantes sejam pedestres, motoristas ou ciclistas, pois menos velocidade, menos acidentes isso é fato. Segundo, a saúde dos novos ciclistas ou ex-motoristas vai melhorar substancialmente, em termos cardíacos, respiratórios, hormonais, e até humornais (um leve trocadilho com o humor dos motoristas), como podemos ver o sistema de saúde vai ter muito menos dor de cabeça, muito mesmo.

Cidades como Curitiba, Florianópolis, Fortaleza, Campo Grande entre outras onde a proporção de vias já passam de 1% de sua malha viária, sem saber já são beneficiadas por isso, o problema que as pessoas não notam essa melhoria, pois economia é algo que se vê quanto falta dinheiro, mas quando está sobrando se gasta rápido, mas tente retirar essa imensa malha já existente, troque os ciclistas por motoristas e terão cidades tão travadas ou mais que São Paulo, Nova York, ou qualquer outra grande cidade do mundo, por isso a participação das pessoas com a qualidade de vida depende da vontade de cada indivíduo, pois são nas ações individuais como o VOTO é que ocorre as mudanças e na cobrança das ações dos eleitos.

Vale lembras que essas mudanças estão ocorrendo em todas as cidades do Brasil e do mundo, não está provado estatisticamente, mas a influência das mídias e redes sociais tem forte poder sobre o que as pessoas realmente precisam, dado que, os assim chamados de, políticos, também possuem sua conta numa dessas redes e qualquer crítica ou até mesmo elogio pesa muito na atual e na próxima campanha, com isso grupos organizados formam mecanismos de mudança de muita presença na agenda dos eleitos e também dos candidatos, podemos ver isso com a forte campanha do VETA DILMA sobre a mudança do código florestal, ou ainda acidentes com ciclistas tomam proporções gigantescas na mídia, fato esse que sempre vai cair na conta dos nossos governantes.

Abraço a todos e vamos em frente!

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