Começando a andar de bicicleta em Curitiba (parte II)

Qual o Melhor Caminho?

Meia Ciclofaixa da Av. Mal Floriano, em Curitiba. Meia na extensão e na largura.

Meia Ciclofaixa da Av. Mal Floriano, em Curitiba. Meia na extensão e na largura.

Depois de falar da distância – no primeiro post desta trilogia-, outro aspecto que, definitivamente,  as pessoas percebem como sendo uma das principais dificuldades para começar a pedalar é a “falta” de um caminho tranquilo.

Este é, talvez, o ponto crucial, para a decisão daqueles que querem optar pela bicicleta. Como já foi falado, as ruas estão mais cheias – e vagarosas – do que as linhas de montagem, muitos carros em ordinários congestionamentos.

Para o newciclista, a sensação de fragilidade e impotência mais a percepção de um risco iminente, podem causar um medo inicial que, com o tempo, o ciclista supera. Não adianta. Não diga que é impossível, ou que é loucura isto que sugiro, sem antes tentar, por 2 ou 3 semanas no mínimo.

Primeiro, procure pelas ciclovias ou ciclofaixas e tente encaixá-las em sua rota. Depois, procure pelas ruas menos nervosas (seria eufemismo falar em “ruas mais calmas”), nem que isto signifique um incremento na distância. Em Curitiba, uma coisa é fato, as ditas “vias-rápidas” são espaços públicos de circulação consagrados à alta velocidade (nos raros horários do dia em que transpor os 60km/h, ainda, é possível), à pressa e ao desrespeito aos que querem cumprir o Código de Trânsito Brasileiro. Desaconselho veemente qualquer tentativa de solitária incursão por estas vias indômitas.

As marginais às canaletas (vias exclusivas de ônibus) são uma ótima pedida para quem conseguir adaptar seu itinerário a estas vias.

bicicleta_curitiba

CTB. Art. 58. Nas vias urbanas e nas rurais de pista dupla, a circulação de bicicletas deverá ocorrer, quando não houver ciclovia, ciclofaixa, ou acostamento, ou quando não for possível a utilização destes, nos bordos da pista de rolamento, no mesmo sentido de circulação regulamentado para a via, com preferência sobre os veículos automotores.

Outra atitude que pode ser de total utilidade é buscar a ajuda de outros ciclistas mais experientes. Com raras exceções, a solidariedade é o que dá o tom “rouge” ao sangue dos contumazes pedalantes. Converse com algum colega ou vizinho seu que seja ciclista e conte sua intenção de começar a bicicletear por aí. Peça dicas e ajuda sem constrangimento, pois a possibilidade desta pessoa superar suas expectativas é máxima. Caso não conheça ninguém (e mesmo que conheça) entre em contato conosco, somos vários pedalantes que escrevem aqui no blog, com certeza, algum de nós se prontificará em lhe ajudar.

Ok. Se você chegou até aqui, não tem porque não seguir em frente! Na próxima postagem vamos falar do suor, da roupa, de onde deixar a bicicleta, sobre qual modelo comprar e outras miudezas…

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