As políticas públicas para as bicicletas em Curitiba

Rafael Milani Medeiros. Foto retirada de: bicicletas.org.br

Recém titulado, Mestre, pelo Programa de Pós-Graduação em Gestão Urbana (PPGTU) da PUC-PR, Rafael Milani Medeiros, em seu trabalho: Formação de Política Pública para o Aumento do Modal da Bicicleta em Curitiba, presenteia todos os curitibanos que lutam por melhores condições para o usa da bicicleta na cidade com uma série de excelentes – e científicos – argumentos em prol desta causa.

É crescente em Curitiba o número de ciclistas. Nas redes sociais proliferam grupos de amigos que se reúnem para treinos, passeios e viagens de cicloturismo. Na internet são dezenas de blogs de entusiastas, atletas e cicloativistas.

Na contramão deste crescimento  faltam informações e estudos que possam contribuir para que a cidade não fique para trás, nem mesmo à margem desta realidade que, aos poucos, começa a dar mais vida, e menos fumaça, às ruas de Curitiba. Temos pouca – ou nenhuma – pesquisa de gestão pública sobre o uso da bicicleta. Há uma semana, a Cicloiguaçu – entidade que representa os ciclistas de Curitiba e região – numa trabalhosa e voluntária pesquisa realizada por seus integrantes, apresentou dados que ajudam a compreender, em parte,  a realidade dos pedalantes da capital paranaense. Uma pesquisa realizada, no mês passado, pelo Ibope-Inteligência de São Paulo, mostra com mais consistência (fruto de toda estrutura e recursos de um Instituto de porte) informações sobre a vida de quem pedala – ou poderia pedalar – na maior metrópole do país.

Já a dissertação do Rafael Milani é o fio de Ariadne para quem quer entender o que acontece com Curitiba que, desde de 1970, possui projeto de implantação de Plano Cicloviário e, mesmo assim, possui algo em torno de 1% (ANTP-2010) dos deslocamentos diários de seus cidadãos realizados por bicicletas, o que é irrisório se comparado com a realidade de cidades de mesmo tamanho e condições sociotécnicas que a nossa.

Vale ressaltar que nas 169 páginas da dissertação não faltam exemplos, estatísticas, comparações e imagens que podem municiar e qualificar qualquer discussão em torno do uso das bicicletas, naquela que é hoje a capital com maior número per capito de carros por habitantes do Brasil (IBGE-2010), Curitiba.

Link para o texto completo:  Formação de Política Pública para o Aumento do Modal da Bicicleta em Curitiba

Veja também uma apresentação pública da dissertação com arquivo de áudio: http://bicicletas.org.br/2012/10/12/por-que-curitiba-nao-pedala/

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